sexta-feira, 23 de março de 2012

O fim do cerco a Merah

É insólito que os jornais de hoje não tragam referência de 1ª página ao final do cerco ao jiadista que matou (presumivelmente) 7 pessoas em França.
Bem sei que houve greve geral e havia que dar destaque, mas nem um chamadinha de pé de página? Parece que vivemos num planeta à parte.

Por outro lado, lá veio a tendência entre alguns bloguistas/comentadores para o autoritarismo, para considerar este jovem, que cometeu crimes lamentáveis e graves (é absudo não o ver assim), como a perfiguração do mal absoluto, ao qual não se reconhece por isso qualquer direito e que há que abater como a um cão, julgando que desta forma ficam resolvidos os problemas. Para quê dar ao trabalho de apanhar o gajo e julgá-lo? Um tiro na cabeça e é um descanso. Alguém acredita mesmo que com o dispositivo montado este fim era mesmo inevitável? Recordo que o tipo não se suicidou, levou um tiro na cabeça.

E mais uma bela tendência: Sarkozy terminou anunciando mais uma limitaçãozinha à liberdade na Net - vamos criar leis para punir penalmente quem consultar (já não é sobre os criadores, é sobre quem consulta) sites que incitem ao terrorismo. É o princípio da criação de uma polícia do pensamento, à moda do 1984 de Orwel.

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