
Em face a uma avaliação menos favorável da Troika, e ao extremar das posições de Passos Coelho e "sus muchachos" no que considera ser a resposta à crise, o PP aprofunda o processo de afastamento / alheamento da acção governativa.O PS continua a demarcar-se, dizendo que é o PSD que não quer consenso, e que as declarações públicas do governo são "conversa para boi dormir".
A UGT rasga o acordo de concertação social com uma desculpa qualquer.
O presidente intervém, e depois de várias reuniões com os partidos e de ouvir o Conselho de Estado decide demitir o governo e iniciar negociações com o partidos com assento parlamentar para a formação de novo governo.
A Troika reforça a importância de haver estabilidade.
Depois de vários dias de conversas secretas, surge um novo governo, liderado por Seguro, com o apoio explícito do PP, e contando com várias figuras do PSD, ainda que sem apoio explícito do partido.
Passos retira-se para a actividade empresarial.
Gaspar volta para Frankfurt.
Nada muda na substancia, passando a viver-se um período de austeridade um pouco mais light, no meio de um discurso mais optimista, mas onde o recuo de Estado Social é reforçado como inexirável.
A vida é bela, e a malta fica cada vez mais pobre.
PS: Qualquer semelhança entre esta "narrativa" e o que venha a acontecer é pura coincidência.
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