sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Ainda na saúde, mas aplicando-se também a outras coisas

Tudo o que são serviços de atendimento (e isto vai para além dos serviços públicos) está a sofrer processos de mudança acelerados que têm em comum uma certa complexificação do acesso, eliminação do contacto pessoal direto, e burocratização/normalização dos procedimentos. Entendo que há razões de eficiencia e custo na base destas medidas, mas há também implícita uma gigante desumanização, e tipicamente um abaixamente significativo da qualidade do atendimento, sobretudo para tratar de questões fora do standard.

Isto é verdade na saúde, mas também, nas finanças e outros serviços públicos, e é também verdade no acesso a serviços privados com atendimento como bancos, serviços de apoio de telecomunicações, supermercados (máquinas de autoserviço), etc.


A consequência é aquela que aqui é descrita, no caso para a saúde, sendo particularmente impactante para os mais frágeis:  idosos, pessoas com menos literacia, etc.

Isto devia merecer reflexão, mas dúvido que alguém esteja verdadeiramente preocupado.


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