segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Álvaro e os tiros nos pés

Este rapaz de facto é inacreditável.

Bem sei que lhe deram um ministério de uma dimensão fora do razoável, mas a verdade é que também se põe a jeito.

De acordo com a notícia do Expresso deste Sábado, a muito polémica, comentada mas pouco concretizada reforma da gestão dos portos levou já a PSA, que gere o Porto de Sines, a adiar  investimentos. Isto é um autentico tiro nos pés do próprio ministro e sobretudo da economia do país.

Depois foram as manifestações na Covilhã. E a cereja no cimo do bolo foi o embrulho da nomeação da CA do Metro do Porto, onde o representante do Estado faltou por o governo não estar conforme com o nome definido pela Junta Metropolitana do Porto. Uma embrulhada inacreditável.

Aliás, neste capítulo das nomeações de CA's em Empresas Públicas, a situação é insustentável, com muitas empresas (várias de grande dimensão e até anunciadas para privatização) com administrações em gestão corrente há meses, e em alguns casos com administradores a fartarem-se e a renunciarem aos cargos, e o ministério a revelar uma incapacidade total de decisão e gestão destes processos.




Pouca vergonha....


E de repente descobre-se que os sucessos desportivos não estão só no futebol. Três quase desconhecidas trazem medalhas do europeu de Helsinquia: Dulce Felix - ouro nos 10.000 m, Patrícia Mamona - prata no triplo salto, Sara Moreira - bronze nos 5.000.

E há Marco Fortes (o homem do soninho nos últimos jogos olímpicos, que tão massacrado foi na altura) - 5º no peso, modalidade em que nunca apareceu ninguém de Portugal; e o record nacional nos 110 m barreiras, e a final 4x100m (onde também não temos propriamente tradição).

E se juntarmos a isto a vitória de Rui Costa na volta a Suiça em bicicleta, eclipsada pelas reportagens sobre a presença da selecção de futebol no Euro, fica-se perplexo (apesar de tudo) com a competência que os nossos atletas vão revelando revelando, e que infelizmente nos passa ao lado e deviam ser motivo também de orgulho nacional.

Em que país é que este gajo vive?


Meu caro Barreto: a austeridade até agora não foi outra coisa senão selectiva. Paga a crise quem trabalha, e paga ainda mais se for funcionário público.

Quer mais austeridade ainda? E a haver mais austeridade quem seleccionaria senão os mesmos de sempre?

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Será que a ajuda aos bancos não vai contar para o défice?

É que, ao que parece, essa foi uma condições para os Espanhóis e Italianos viabilizarem as decisões do Conselho Europeu desta semana (mais uma vez antecedido de uma reunião desta vez a 4 - Alemanha, França, Espanha e Itália) onde as decisões são cozinhadas. Muito democrático...

Dos 78 mil milhões do plano para Portugal, julgo que 10 estariam destinados a estas ajudas (se não me falha a memória). Não deveriam também para nós deixar de contar para o défice?

O presidente da Comissão, um tal de Durão Barroso, que as más línguas dizem ser português, já veio esclarecer que o caso português é diferente porque se trata de um plano que já está a decorrer... inacreditável o posicionamento deste gajo !!!!

Quem se mete com o Relvas.....


Mas alguém acredita nisto?

Há anos e anos que a construção europeia é feita nas costas dos povos, sendo neste aspecto Portugal um dos exemplos mais paradigmáticos.

Mas alguém nos consultou antes de assinar o Tratado de Maastrich? ou de decidir aderir ao Euro? ou de assinar o Tratado de Lisboa?  ou de meter cá a Troika?