Confirmando as piores previsões, aí temos a reforma laboral pedida pelos patrões mais retrogrados, e que nos vai tornar uma espécie de "mulheres a dias" da Europa em termos salariais.
Como diria o Sr. da Jerónomo Martins, vamos acabar com a protecção as mandriões. Certamente agora ainda terá mais margem para pagar menos, e para lançar mais programas de esmola aos trabalhadores pobrezinhos.
Num país onde as ineficiencias produtivias e deficiencias competitivas são em larguíssima medida devidas a dificuldades na organização do trabalho e na capacidade de gestão, a competitividade é procurada através de salários mais (ainda mais) baixos.
O modelo de país preconizado por este governo é cada vez mais o da competitividade por salários baixos, da garantia de rendas altas para os grandes grupos em sectores protegidos, do Estado minimalista que não garante funções até aqui básicas (nomeadamente Saúde, Educação e Segurança Soical) e da colocação fora do sistema (de preferencia fora do país) de tudo o que não se enquadre neste modelo.
Pobre país. Pobre povo.


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