sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Encaixe record, asneira grossa


Num momento em que os media vão fazer eco do "sucesso" da privatização da ANA, não posso deixar de me interrogar sobre o que acabamos perder, em contraponto ao entusiasmo dos 3 mil milhões:

  • desde logo, os resultados da empresa que eram públicos deixam de o ser (bem sei que é a vida, mas bolas é um dos efeitos);
  • qual será o futuro dos aeroportos nacionais? (ao que consta só o de Lisboa é actualmente rentável). Terá sido acautelado no processo de privatização? (duvido)
  • perdemos ainda um instrumento de política de desenvolvimento regional, que não era menor. Por exemplo, crescimento recente do turismo na zona norte do país foi em boa medida resultado de uma política de atracção de voos agressiva para o aeroporto Sá Carneiro, que resultou na criação de um centro de operações na Ryanair no Porto. A partir de agora estas ferramentas (que se podem discutir evidentemente, mas que tiveram resultados palpáveis neste caso) simplesmente desapareceram.
Ou seja, vendemos um pouquinho mais da nossa independência, mas que interessa isso face a estados de emergência nacional, e a 3 mil milhões...

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