Quando me falam da sustentabilidade do sistema de segurança social, e da ladaínha das reformas altas, da evolução da estrutura etária do país, e da necessidade de cortar reformas e trabalhar mais anos dá-me vontade de vomitar.
A segurança social foi usada nos últimos anos e várias vezes como forma de fazer "milagres" instantâneos nos défices públicos através da incorporação de fundos de pensões. Foi assim com a banca, mas também há uns anos com o fundo de pensões dos Ctt, e antes com o Fundo de pensões da PT (só para referir os casos que me lembro).
Em todos os casos há coisas em comum:
- A incorporação dos fundos de pensões tinha como motivação única a consolidação orçamental no ano em que ocorreu;
- As empresas libertaram-se de importantes obrigações futuras;
- Os custos futuros para a segurança social são brutais - esses sim insustentáveis.
O que me chateia é nunca se falar disto quando se fala em sustentabilidade do sistema....

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