A entrada do D. Manuel Martins na diocese de Lisboa tem sido, com grande pena minha, uma má entrada.
Depois de uma primeira missa onde compareceu a fina flor da politica à direita - o que é sempre um pouco excêntrico num estado sem religião - e dos aplausos à entrada desta gentinha, dos quais o senhor obviamente não tem culpa, D. Manuel decide dar uma entrevista - e aqui já tem responsabilidade.
Num momento destes achou por bem ir defender um acordo entre os partidos (suponho que falará da "salvação nacional). Como está a falar como patriarca fico com vontade de dizer "a César o que é de César", sr. padre.
Depois fala da dois pesos e duas medidas ao falar da sexualidade da igreja. A questão D. Manuel é que esta dualidade existe porque a própria igreja a fomenta, nomeadamente com a manutenção do celibato dos padres e com uma posição de princípio condenatória relativamente aos homossexuais - neste particular consta que o actual papa pensa de forma claramente diferente, honra lhe seja feita.
Com estas posições de princípio, D. Manuel não pode esperar que exista permissividade para com os aos padres, porque se forem estritos seguidores das orientações mais tradicionais pregam justamente a inadmissibilidade dessa permissividade.

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