De facto, para este governo cair o PS terá que assumir uma clara ruptura com as suas política que se traduz pelos menos no seguinte:
- Defesa da renegociação dos empréstimos, em condições e prazos, sob pena de termos um país inviável (esta parte acho que o PS já percebeu);
- Recusa das refundações ao memorando e das reformas do papel do Estado, que aliás os eleitores não votaram, nem querem. Neste momento parece que o PS mais do que discordar não quer assumir o custo político destas opções;
- Defesa da aposta no apoio ao investimento produtivo em bens transaccionáveis (sobretudo dirigidos à exportação), baseando a competitividade do país na capacidade produtiva e na tecnologia e não em salários baixos e dumping fiscal. O que se tem ouvido do PS a este nível é tão vago que assusta.
- Absoluta necessidade de tornar externamente explícito (nas negociações) que se não há apoio dos financiadores a este caminho, só nos resta pedir o mesmo apoio mas para sair do euro, única forma de termos um país independente a médio prazo.
Enquanto isto suceder, teremos governo, e se nada muda teremos governo até cair de podre. Nesse dia o PS chegará ao poder, mas já poderá sobrar pouco para governar.....

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