A postura de Paulo Portas na intervenção de ontem confirmou aquilo que já se esperava: é um autentico artista do trapézio, tentando passar por moderador de um governo de radicais, e garante de uma defesa mínima dos direitos das pessoas.
Evidentemente que o seu discurso é muito mais inteligente que o de Passos, e percebe-se a posição de princípio distinta numa posição de defesa do que considera o interesse nacional face à troika.
O problema é que, com o Presidente da República que temos, Portas e o CDS são os únicos que, em condições de normalidade poderão derrubar o governo. E ao não o fazerem estão fatalmente a avalizar aquilo com que pelos vistos dizem em muitos aspectos não concordar.
Para a história, e penso que para os processos eleitorais futuros é isso que contará, por muito que Portas seja um artista de equilíbrios precários.

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